Eu assisti as Tartarugas Ninjas e…
      │     18 de agosto de 2014   │     18:03  │  0

EU VI AS TARTARUGAS NINJA E…

Sejam bem-vindos senhoras e senhores! Meu nome é Renan Fraya e sou o mais novo colunista sobre cinema do blog Jacaré Banguela.

Já começo aqui de cara falando desse filme tão esperado que é lançamento e já está nos cinemas: As Tartarugas Ninja! Além das armas e da cor das mascaras, a personalidade de cada tartaruga ficou muito em evidência, deixando fácil saber quem é quem.

Michelangelo é o mais descontraído, inocente, extrovertido, com aquele espírito de fundão de sala que leva tudo na esportiva e faz graça em momentos não muito oportunos. O que gera uma quebra muito bacana nos climas de tensão, deixando filme mais descontraído.

Donatello é o famoso cdf, nerd da vida réptil. Até óculos remendado ele tem, o crachá master de um verdadeiro nerd. Inteligentíssimo, e se mostra mais tímido e introvertido que seus irmãos.

Leonardo tem um forte espírito de liderança. É responsável, centrado, calmo, e pensa antes de tomar as decisões.

E Rafael, o cabeça-quente, cabeça-dura, impulsivo, rebelde sem causa, o famoso Adolescente. E apesar dessa personalidade tão forte, no final é o cara que chora.

Tartarugas

A trilha sonora também compõe muito bem o ritmo do filme, principalmente nas cenas de ação. Uma cena em especial me chamou a atenção foi quando a personagem April O’Neil está numa sala com o, até então, homem mais bonzim da face da earth, amigo de seu falecido pai, Eric Sacks, e ele conta uma estória que é seguida por uma trilha que vai mudando de acordo com o rumo do é contado. Se o momento da estória é feliz ou triste, a música quebra pra esse respectivo sentimento de uma forma natural e que eu particularmente gostei demais.

E é verdade senhores e senhores, Megan Fox é a protagonista do filme. PORÉM não criem aquela expectativa de vê-la sensualizando horrores como nos dois primeiros filmes do Transformers. Dessa vez ela faz um papel bem diferente interpretando April O’Neil, uma jovem jornalista sonhadora que passa a vida fazendo matérias chatas e sem conteúdo quando o desejo aponta para notícias bem maiores e mais relevantes para o povo de Nova York e segue em frente, ou seja, uma garota que sofre bullying no trabalho.

Então nada de decotes, roupas apertadas ou  aquela marota cara de “me come”.

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Eu vi bastante gente comentando a questão da aparência das tartarugas, rolou uma preocupação da parte do fã com isso. O que dá pra entender, porque a série originalmente é de 1987, e teve dois filmes produzidos na década de 1990. Então já havia toda uma referência, e de repente se deparar com algo muito fora do esperado dá câimbra na virilha pro fã de longa data.

É tipo quem vai ver filme baseado no romance favorito e entra no cinema com livro de baixo do braço achando que é roteiro. Nem de longe quero dizer que vai ter gente com foto do desenho das tartarugas pra fazer comparação porque isso seria The Falta Do Que Fazer, mas exemplifica a vontade das pessoas de uma representação mais fiel possível. Mas não temos do que reclamar, os efeitos especiais são realmente bem feitos e a cena na neve é demais.

Cada ator que representava uma tartaruga usava uma roupa especial que tinha sensores espalhados no corpo todo e uma espécie de scanner no rosto que captava todas as caras e bocas dos atores. Ou seja, não foi só um “faz de conta”, eles tiveram que atuar MESMO. Movimentação, a forma como andam, como ficam parados, tudo! É de ficar tonto só de pensar em todo o trabalho que dá pra fazer um filme desse.

TNNY

Foto: Hermanoteu – que peregrinava na Time Square, quando de repente começaram a filmar no meio da rua.

Apesar da gente já saber que em Hollywood tem certos padrões quando se trata de contar uma estória, teve uma coisa que pra mim foi impossível não notar. Que é o quão idênticas são as estórias das Tartarugas Ninja e a do primeiro filme da nova franquia do Homem-Aranha. Tá com cara de uma teoria muito doida? Então você que já viu o novo Homem-Aranha e não se importa com um SPOILER maroto, se liga nisso

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1) Os dois personagens principais são filhos de grandes cientistas que, junto a um parceiro de pesquisa e melhor amigo, desenvolveu um projeto de teor secreto com o objetivo de mudar a humanidade de alguma forma. Nos dois casos, o resultado da pesquisa se baseia num soro que foi aplicado em cobaias por diversas vezes até que numa bela manhã de natal deu tudo certo. (Sim, tudo isso é o primeiro fato, até porque a única diferença até aqui é que no Homem-Aranha as cobaias foram, obviamente, aranhas. E no Tartarugas Ninjas as cobaias… nem preciso terminar, né?!).

2) A pesquisa some misteriosamente, assim como o pai de cada personagem principal. De repente cada personagem principal descobre sobre essa pesquisa e por algum motivo resolve investigar. Encontram alguns dados das pesquisas que por algum milagre não foram queimados, e estavam escondidos em algum lugar da casa, de baixo de seus lindos narizes, simples assim.

3) Querendo saber mais sobre o passado, os personagens principais os antigos parceiros de laboratório de seus respectivos pais para levar essa recém descoberta. Sabendo que a pesquisa não foi totalmente destruída, você descobre que na verdade esse tal parceiro é o famoso e seu objetivo passa a ser ir atrás do soro e usar para algum fim maligno.

4) Tanto no sangue de Peter Parker quanto no sangue das Tartarugas há o tal do soro.

5) Entre descobrir a maldade do parceiro de laboratório do pai e ir atrás dele para detê-lo, rola uma ameaça violenta de um vírus que será lançado do alto de um prédio e vai infectar toda a cidade em 5 minutos, cabendo aos heróis darem conta de salvar o dia, a noite e todo o resto da vida.

6) Ah, e destroem Nova York. (Mas até ai, a lista de filmes onde isso acontece é tão grande quanto a de ex-maridos da Gretchen).

E uma coisa que realmente não casou muito foi a questão das tartarugas serem adolescentes, agirem como adolescentes, e terem o corpo mais bombado que o do Dwayne Johnson.

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Se um adolescente desse tamanho batesse na porta da balada ninguém ia pedir a identidade, iam contratar pra ser segurança. Mas no final das contas, o visual acabou agradando a maioria.

Agora, sendo bem sincero, a primeira vez que vi o Michelangelo sem máscara, juro que por um momento eu vi o Shrek.

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Só faltaram as orelhinhas!

 

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