“No olho do tornado”
      │     28 de agosto de 2014   │     19:47  │  0

POR DENTRO DO “OLHO DO TORNADO”…

Agora é a vez do mais novo lançamento da Warner: No Olho do Tornado. Sim, um filme com tornados gigantes que levantam caminhões, aviões e até a clássica vaquinha, do clássico filme Twister. Mas pra você que pensa que vai entrar no cinema e ver só mais um filme apocalítico de destruição em massa com pessoas morrendo freneticamente sem o menor motivo, bom, você está certo!

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#BRINKS

Na verdade, não está. Eu achei esse bem diferente de filmes como 2012, por exemplo. E um dos elemento que o diferencia é a espécie de caráter semi-documental que ele carrega (“semi” porque o filme é claramente ficçao, mas digo isso pela forma como foi montado). O que acontece é que na estória nos temos caçadores de tornados que estão captando imagens para fazer filmes, dois irmãos que estão fazendo uma espécie de “cápsula do tempo” em vídeo, e uma dupla de caipiras loucos que vão atrás dos tornados só por serem loucos mesmo. Nesses três grupos, nos temos várias câmeras que estão gravando diversas imagens diferentes. E o filme é feito quase que por inteiro com essas câmeras que estão dentro da estória, sendo usadas pelos próprios personagens. Então nos deparamos diversas vezes com os atores olhando para a câmera, que no caso seria o mesmo que olhar para o personagem que estaria com a câmera no momento, eliminando assim a tal da “quarta parede” e provocando aquela sensação de que o ator está olhando pra você. Mas, na minha opinião, o filme é bem feito e você não acha estranho esse contato visual. É quase um vlog, só que com emoção. Pra quê filmar no conforto do seu quarto? Isso é clichê. A moda agora é vlog no olho do tornado!

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E o negócio foi o seguinte: quando fui convidado para assistir o filme tive a opção de ver em 4D. Isso mesmo, 4D!!! E eu fui, sem saber direito como era, mas fui curioso. E, bom, se o 3D faz o filme sair da tela, o 4D te faz entrar no filme. É muita coisa que rola: Tem espirro de água, tem luz do trovão, tem até VENTO. Ah, mas é um ventinho? Não, é o Senhor Vento! Tem um cinto de segurança na poltrona pra você não sair voando (tá, exagerei, mas é tipo isso). A poltrona treme, mexe pros lados, só falta girar junto do tornado. E pra quem nunca experimentou: vá pelo menos uma vez na vida. É uma experiência tão cara quanto a taxa de frete pra Rondônia, mas vale a pena! Só tomem cuidado na hora de escolher o vão assistir. Vai saber se num filme Brasileirinhas o que vão espirar em você é água mesmo.

Ah, e o melhor de tudo: quando fui assistir, ganhei meu próprio simulador de tornado.

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MANO, É MUITO MANERO!

Mas voltando ao assunto:

O filme é composto por praticamente três estórias diferentes que se entrelaçam durante o filme. Uma delas é a de Gary, interpretado por Richard Armitage, que passou de Rei dos Anões para Pai de Família fazendo a mesma cara.

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O personagem de Armitage é pai de dois adolescentes, e são eles quem estão gravando a cápsula do tempo que aparece no início e no final do filme. O destaque aqui é pro filho mais velho, que é o mais tímido e tapado dos dois. Ele passa o ensino médio todo gostando de uma menina, e com a ajuda do irmão mais novo ele finalmente cria coragem pra falar com ela. E eis o que acontece: O irmão tapado se oferece pra ajudar a menina com um trabalho da escola, ela se derrete toda, eles vão pra uma fábrica abandonada, estão sozinhos, é a chance de ouro, ela sorri pra ele, ele sorri pra ela, e quando o clima tá armado, de repente: O TELHADO VOA E O TORNADO QUEBRA A PORRA TODA E ELES FICAM PRESOS NUM BURACO QUE TÁ ALAGANDO E VAI AFOGAR OS DOIS SE NÃO SAÍREM LOGO DE LÁ! Já dá pra dizer que foi o Pior-Primeiro-Encontro-Ever? A menina com certeza durante o desastre deve ter pensado “Ah não! Faltou tão pouco pra eu ficar em casa dormindo”. Pode até parecer trágico, mas na verdade carrega uma mensagem tão profunda que é hora de falar sério aqui: Não perca tempo, chame a garota que você gosta pra sair. Se demorar demais, pode vir um tornado gigante e estragar o clima. (sacaram? estragar o clima, deveras engraçado.)

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Outra personagem que também é importante por ser a caçadora de tornados é a Allison, interpretada por Sarah Waney, que também fez a série The Walking Dead. Ta aí uma pessoa que manja das tragédias apocalípticas, pelamor.

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E pra quem é fã de iCarly (pois é, estou presumindo que tenham fãs de iCarly que lêem o blog, justamente por que sou um fã de iCarly e leio o blog), já reparem de cara que o irmão mais novo é o Nathan Kress, ator que faz o Freddie, que, assim como na série de tv, no filme ele também fica pra lá e pra cá com uma câmera filmando tudo. Fazendo parte da série “A Culpa É Da Fama”, a criança magrela do cabelo espetado hoje é o bombado da franja lambida.

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Os responsáveis pelas únicas e raras risadas durante o filme são os caipiras, Donk e Reevis. Dois caras muito loucos, no estilo Jackass de viver, correndo atrás dos tornados com câmeras na mão e no capacete, querendo gravar algo legal pra virarem astros do YouTube. Inclusive, um deles é interpretado pelo americano Jon Reep, que é ator e comediante stand-up. Na foto, é loiro sem capacete.

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Bom saber que é esse o tipo de papel que estão dando pros comediantes nos filmes, bom saber… Acho melhor rever meus planos de carreira.

Enquanto eu não me torno um atro do cinema em Hollywood, você pode assistir “No Olho do Tornado” que estréia hoje, quinta-feira, 28 de Agosto de 2014, no cinema que der desconto.

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